BNCC na educação infantil: o que muda?

A Base Nacional Comum Curricular já é realidade nas escolas públicas e privadas. Porém, você sabe o que é e o que muda na educação infantil com a BNCC?

A BNCC é um documento criado pelo Ministério da Educação que define o conjunto de aprendizagens fundamentais para todos os alunos do ensino infantil, fundamental e médio. O seu objetivo é padronizar pelo menos 60% do currículo – deixando o restante para as particularidades locais.

Com a Base, os professores e as escolas de todo Brasil passam a ter metas pedagógicas claras. Com isso, é possível nivelar a aprendizagem entre os estados e proporcionar uma equidade de oportunidades.

Como as novas regras passaram a ser aplicadas em 2019, você conhecerá abaixo especificamente o que muda na educação infantil com a BNCC!

O que muda na educação infantil com a BNCC?

Ao reconhecer a educação infantil como uma etapa essencial, a BNCC assume que as crianças de 0 a 5 anos precisam estar no centro do processo de aprendizagem. Por este motivo, o documento orienta os profissionais a olharem as particularidades com que eles se apropriam do conhecimento e de novas experiências.

Com a Base, é reforçada a ideia de que brincar, educar e cuidar não podem ser pensados de forma isolada, mas sim como sendo faces de uma experiência única.

Afinal, a interação e a brincadeira são importantes para que a aprendizagem seja consolidada. É a partir desses momentos que a criança desenvolve suas estruturas, habilidades e competências – que farão a diferença ao longo de toda a vida.

Outra mudança proporcionada pela BNCC é que, a partir de agora, as crianças possuem direitos claros. É sobre eles que falaremos a seguir!

Quais são os direitos da criança dentro da nova BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular estipulou o chamado “direito de aprendizagem”. Nele, são estabelecidos seis pontos considerados essenciais:

  1. Conviver: para ampliar o conhecimento, a criança deve conviver mais com outras crianças e adultos, utilizando diferentes linguagens. Para isso, devem ser criadas situações para que seja possível essa interação;

  2. Brincar: a brincadeira é fator-chave na vida de uma criança. É ela que dá o suporte para novos conhecimentos e estimula a imaginação, a criatividade e as experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. Ao professor, cabe disponibilizar materiais que auxiliem no desenvolvimento dessas brincadeiras;

  3. Participar: é importante estimular a participação na tomada de decisões, sejam elas relacionadas à gestão da escola ou às atividades propostas pelo educador. A criança pode, por exemplo, posicionar-se em relação às brincadeiras sugeridas;

  4. Explorar: é importante explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, emoções e diversos outros elementos que estimulem o seu desenvolvimento;

  5. Expressar: a criança tem o direito de expressar – através de diferentes linguagens - suas necessidades, emoções, dúvidas, sentimentos, hipóteses, descobertas, opiniões e questionamentos;

  6. Conhecer-se: é fundamental que a criança se conheça e construa sua própria identidade pessoal, social e cultural. Ao professor, cabe criar situações que auxiliem a descobrir a si própria e suas preferências.

De acordo com a BNCC, essas regras são importantes porque asseguram à criança que ela construa significados sobre si, os outros e o mundo do qual ela faz parte.

É importante destacar, ainda, que a transição para o ensino fundamental deve ser feita de forma equilibrada, garantindo integração e continuidade em todo o processo de aprendizagem.

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